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Cepel e Amazonas GT comemoram um ano de operação do sistema de monitoramento online de descargas parciais na UHE Balbina

Detalhes: Notícias

Cepel e Amazonas GT comemoram um ano de operação do sistema de monitoramento online de descargas parciais na UHE Balbina

29-06-2020

Em junho, o sistema pioneiro de monitoramento online contínuo de descargas parciais implantado pelo Cepel nas unidades geradoras da Usina Hidrelétrica Balbina, pertencente à Amazonas GT, Associado Especial do Centro, completou um ano de monitoramento ininterrupto da condição dos equipamentos. Fruto da integração do IMA-DP e do SOMA, ambos desenvolvidos pelo Cepel, o sistema vem possibilitando à empresa otimizar o tempo e os custos de manutenção, reduzindo os riscos de falhas de isolação nos geradores da UHE, responsável pelo abastecimento de boa parte da cidade de Manaus e da carga do estado do Amazonas.


A UHE Balbina, oficialmente inaugurada em 1989, está localizada no município de Presidente João Figueiredo (AM), estando a aproximadamente 200 km de distância de Manaus. Possui capacidade instalada de 250MW, com cinco unidades geradoras de 50MW cada. Para manter padrões de excelência na disponibilidade de geração de energia, a Amazonas GT considera fundamental o investimento no monitoramento dos equipamentos da UHE, dentre os quais o gerador elétrico possui destaque proeminente.


“Com a implantação do sistema de monitoramento online desenvolvido pelo Cepel, tivemos um upgrade nas manutenções preditivas das unidades geradoras da UHE Balbina, pois sentimos mais confiança nas análises das possíveis falhas dos geradores, além de compararmos outros parâmetros junto às descargas parciais quase em tempo real, programando as manutenções baseadas na condição do equipamento, devido a um melhor acompanhamento”, ressaltam Renan Duarte e Renato Lélio, do Departamento de Geração de Balbina.

 

De acordo com os técnicos, a parceria com o Cepel está sendo muito positiva. “Já temos resultados de possíveis anormalidades em algumas unidades que só poderíamos constatar com o monitoramento contínuo. E essa é só a etapa inicial de um projeto mais ambicioso. A UHE Balbina pretende otimizar ainda mais o plano de manutenção preditivo, com a aquisição e a análise de outros parâmetros no SOMA, como vibração das turbinas hidráulicas e temperaturas”.

 

A Amazonas GT pretende estender o monitoramento contínuo de descargas parciais a todos os geradores da empresa, agregando maior confiabilidade na geração de energia e nas tomadas de decisões para intervenção nos equipamentos.

 

O pesquisador do Cepel Hélio Amorim, um dos responsáveis pela instalação do sistema na UHE Balbina, ressalta que o SOMA e o IMA-DP são soluções já bastante difundidas no cenário nacional, possibilitando o monitoramento de unidades geradoras em tempo real de forma remota e viabilizando um acompanhamento diário de condições de operação. “Além de representar menos exposição ao risco, pois minimiza a necessidade da presença de funcionários para a coleta de dados, há um aumento exponencial na quantidade das informações sobre as condições das unidades geradoras. O resultado do processamento de sinais pode ser acompanhado de maneira simples, através de gráficos de tendência e evolução via internet, com um navegador padrão em um computador conectado à rede coorporativa da empresa”, pontua. Em relação à instalação na UHE Balbina, Hélio acrescenta que o sistema operou plena e satisfatoriamente ao longo desse primeiro ano. Portanto, não foram necessárias grandes correções técnicas, o que aumentou, ainda mais, a credibilidade dada ao SOMA e ao IMA-DP.


Hélio ainda afirma que se trata de uma solução extremamente econômica, se comparada com outros produtos do mercado, e que representa um grande avanço tecnológico para o Brasil.


Como assinala o pesquisador André Tomaz de Carvalho, gerente do SOMA, a integração do IMA-DP ao SOMA vem sendo realizada também com foco na UHE Itaipu, onde os sensores de Descargas Parciais já foram adquiridos e estão em fase de testes no Laboratório de Investigações Dielétricas (IMA-e) do Cepel antes de sua instalação nos hidrogeradores da usina.


“O IMA-DP e o SOMA são produtos extremamente flexíveis, e isso faz com que possam ser aplicados de forma ampla no monitoramento em uma grande variedade de equipamentos do setor elétrico. São ferramentas com eficácia comprovada, tecnologia nacional de ponta desenvolvida pelo Cepel. Além de o custo da solução ser significativamente reduzido, destacamos que os benefícios associados a ambos os produtos são amplificados pelo suporte contínuo do Cepel aos nossos clientes, na forma de cursos, treinamentos e consultorias específicas no diagnóstico preditivo dos ativos monitorados”, destaca André Tomaz.


O SOMA e o IMA-DP são projetos institucionais do Centro e estão em contínuo aprimoramento. Em 2021, o SOMA disponibilizará um módulo de sistema especialista de diagnóstico que auxiliará, ainda mais, na identificação de defeitos incipientes e na prevenção de falhas nos equipamentos, totalmente integrado ao IMA-DP.