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Pesquisadores do Cepel participam de análise de falhas em ferragens de linha de transmissão do Grupo Terna no Brasil

Detalhe: Notícias

Pesquisadores do Cepel participam de análise de falhas em ferragens de linha de transmissão do Grupo Terna no Brasil

12-04-2019

Os pesquisadores do Cepel Joselio Sena Buarque (DLF1) e Heloisa Cunha Furtado (DME2) participaram da análise de falhas em ferragens para fixação dos estais utilizados nas torres da linha de transmissão de 500 kv de Santa Lúcia, também denominada Jauru-Cuiabá C2. Com extensão aproximada de 355 km no estado do Mato Grosso, a linha pertence à SPE Santa Lúcia, do Grupo Terna, e seria energizada em janeiro último, mas, faltando apenas 45 dias, foram identificadas fraturas nos suportes das ferragens para fixação dos cabos nas torres estaiadas.

 

 

Das 537 torres estaiadas da linha de transmissão de Santa Lúcia, 181 apresentaram rupturas nos suportes. O Cepel foi chamado, em caráter emergencial, para identificar as causas do defeito. Além disso, prestou todo o apoio técnico para que as empresas envolvidas não fossem penalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Com exceção da Subestação de Cuiabá, a linha acabou sendo energizada no dia 21 de março, estando apta a ser operada.

 

 

Claudio Marchiori, diretor da Terna no Brasil, e Vanessa Carla Rodrigues, da Área de Controle da Qualidade da Terna, destacam o suporte dado pelo Cepel no processo de solução da não conformidade encontrada nas peças. “O Cepel nos suportou em todas as fases, seja através do imenso conhecimento em materiais demonstrado por Joselio e Heloisa, seja na disponibilidade deles durante as provas em laboratório e nas inúmeras reuniões que tivemos com o fornecedor. Além do mais, nos ajudaram a escolher as análises que deveriam ser feitas nos materiais (retirados das torres e naqueles fabricados novamente) e a qualificar os laboratórios em que essas análises foram feitas. Isso somente foi possível porque, além de imenso conhecimento técnico, ambos possuem ótimo network”. O suporte do Cepel foi fundamental para reduzir o prejuízo econômico que o problema dos varigrips estava causando à Santa Lucia Transmissora de Energia.”, afirmam.

 


Mais sobre a atuação do Cepel

 

Heloisa e Joselio comentam sobre o trabalho, realizado entre outubro de 2018 e fevereiro deste ano. “Inicialmente, utilizamos a infraestrutura do Laboratório de Metalografia do Cepel para a realização de análises metalográficas e de microscopia eletrônica de varredura, que identificaram que o suporte fundido apresentava defeitos internos e fragilização, levando à sua ruptura prematura, não estando, portanto, adequado para ser instalado no campo. Em função do reduzido tempo disponível, indicamos, então, que todas as peças fossem ensaiadas por gamagrafia, para um mapeamento completo. Estes ensaios, realizados em dois laboratórios especializados, um no Rio de Janeiro e outro, em São Paulo, foram acompanhados de perto por nossa equipe que, juntamente com a equipe dos laboratórios envolvidos, estabeleceu os critérios de aceitação para a inspeção. Somente as peças que não apresentaram defeitos foram enviadas para campo”, explicam.

 

A partir dos resultados dos ensaios de gamagrafia, a empresa de fundição atuou na melhoria do seu processo de fabricação com o objetivo de reduzir o percentual de reprovação das peças de um índice de 54% a um índice menor que 10%, o padrão de aceitação da Terna.

 

“Como o primeiro fabricante não conseguiu eliminar os defeitos encontrados, um novo foi contratado. As primeiras peças fornecidas por ele apresentaram um índice de reprovação de cerca de 8%, mas, após ajustes no processo de fundição, este índice caiu para 0%”, assinalam os pesquisadores, acrescentando que os suportes foram produzidos no exíguo prazo de 30 dias e enviados para campo.

 

 

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DLF1: Departamento de Laboratórios do Fundão
DME2: Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar