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Treinamento no modelo CONFINT apresenta novas funcionalidades relacionadas à modelagem da curva de carga

Detalhes: Notícias

Treinamento no modelo CONFINT apresenta novas funcionalidades relacionadas à modelagem da curva de carga

29-08-2019

O Cepel realizou, no início de agosto, mais uma edição do treinamento no modelo computacional CONFINT, voltado à avaliação da confiabilidade de sistemas hidrotérmicos interligados.  Dentre outros tópicos, foram apresentadas as novas funcionalidades do módulo de modelagem da curva de carga - MODCAR, usado no âmbito da Comissão Permanente de Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico (CPAMP), coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), para a definição dos novos patamares de carga para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte.

 

“A metodologia desenvolvida pelo Cepel no âmbito da CPAMP foi objeto de consulta pública, e os novos patamares de carga calculados com o auxílio do MODCAR começaram a ser utilizados nos estudos oficiais do setor elétrico brasileiro a partir de janeiro deste ano, incluindo o planejamento da expansão, o planejamento da operação e a formação do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças)”, assinala a pesquisadora Thatiana Conceição Justino, instrutora do curso.

 

A pesquisadora comenta sobre as novas funcionalidades do MODCAR: “Além do método de agregação estatística Ward, a nova versão do CONFINT conta com o método K-Means para realizar o agrupamento da curva de carga, com a métrica percentual da inércia entre as classes na inércia total dos dados utilizada para aferir o desempenho de uma agregação da carga, e com procedimentos para a realização da agregação com restrições na duração dos níveis de carga”.

 

O CONFINT pode ser utilizado no processo de planejamento da expansão para a análise de atendimento à ponta. Adicionalmente, o modelo pode ser utilizado para estimar a carga crítica de potência, ou seja, a maior demanda de potência que um sistema de geração interligado pode atender, considerando um critério de suprimento de potência. “Entre os subprodutos deste procedimento está o valor esperado das sensibilidades em relação à localização de reforços de geração e de interligações. Estes resultados podem ser utilizados para auxiliar a indicação de reforços no sistema, nas situações em que a carga crítica de potência é inferior à demanda de potência planejada”, explica Thatiana.

 

A pesquisadora acrescenta que o CONFINT também pode ser usado no planejamento da operação, para avaliação do desempenho de uma determinada configuração do sistema na ocorrência de eventos aleatórios, tais como saídas forçadas (falhas) dos componentes do sistema, cenários hidrológicos e variação na carga.

 

 

Representação das renováveis intermitentes

 

“Devido ao comportamento intermitente das fontes eólica e solar, torna-se ainda mais importante a análise da capacidade de atendimento à ponta de um sistema interligado como o nosso, e o modelo CONFINT pode auxiliar neste estudo”, explica o pesquisador Albert Melo, membro da equipe do modelo CONFINT.

 

Segundo o pesquisador, a representação das fontes renováveis intermitentes está sendo aprimorada no modelo CONFINT para a avaliação da confiabilidade de sistemas interligados (ou multi-área). “Este desenvolvimento é de grande relevância devido ao aumento da participação destas fontes na matriz elétrica brasileira”, afirma.

 

Integram a equipe de desenvolvimento do modelo, além de Thatiana e Albert, os pesquisadores Maria Elvira Maceira e Luiz Guilherme Marzano. O pesquisador Valk Castellani, responsável pelo desenvolvimento da interface gráfica do CONFINT no Sistema ENCAD, também foi instrutor do treinamento.