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Cepel e Instituto Fraunhofer assinam contrato para projeto do futuro Laboratório de Redes Inteligentes do Centro

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Cepel e Instituto Fraunhofer assinam contrato para projeto do futuro Laboratório de Redes Inteligentes do Centro

20-06-2016

Mais um passo foi dado para a implantação do Laboratório de Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids) do Cepel. Após um processo de concorrência internacional baseado na Qualidade e Custo (SBQC), firmou-se, no último mês de maio, um contrato de consultoria com o Instituto Fraunhofer-Gesellschaft, da Alemanha, que irá elaborar o projeto com base em sua experiência na concepção e administração de laboratórios do gênero.


O Instituto Fraunhofer-Gesellschaft possui diversos centros de pesquisa e, durante os 11 meses da consultoria contratada, dois deles – Fraunhofer IWES (Wind Energy & Energy System Technology) e Fraunhofer Fokus (Open Communication Systems) – irão trabalhar em conjunto com o Cepel. Uma videoconferência entre o Centro e o instituto, no dia 2 de junho, marcou o ponto de partida do projeto.


A implantação do Laboratório de Redes Elétricas Inteligentes integra a atividade Consgrid, executada pelo Cepel com financiamento do Banco Mundial, através do Projeto de Assistência Técnica dos Setores de Energia e Mineral (Projeto META). Com localização prevista para a Unidade Adrianópolis do Centro, o laboratório vai possuir área externa e abrigada. Em suas instalações, serão investigados aspectos da operação das redes inteligentes constituídas de diversos subsistemas e equipamentos, e verificada sua aderência a normas técnicas nacionais e internacionais.


O que está previsto no contrato


De acordo com o chefe do Departamento de Tecnologia da Distribuição do Cepel, Ricardo Ross, responsável técnico pela atividade Consgrid, o Instituto Fraunhofer-Gesellschaft deverá prospectar os principais laboratórios mundiais de redes inteligentes e as normas utilizadas em ensaios e testes.

 

Além disso, a consultora ficará responsável por definir, em conjunto com a equipe do Cepel, as atividades e os  requisitos a serem contemplados no projeto do laboratório, como explica Ross: “Esta definição será feita em um workshop no Rio de Janeiro. Serão ouvidos também os principais agentes do setor de energia elétrica, como as empresas de distribuição da Eletrobras, o MME, a ABDI [Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial] e outras entidades brasileiras de ensino e pesquisa”.


Segundo Ross, a partir desta interação, serão definidos os tipos de ensaios a serem realizados no laboratório, abrangendo os principais equipamentos e sistemas usados em redes elétricas inteligentes, inclusive com requisitos de interoperabilidade e emulação de redes de comunicação. “No laboratório, deverá ser possível emular redes elétricas de MT e BT contendo geração distribuída, cargas elétricas de diferentes características, sistemas de comunicação, sensores e microrredes”, complementa.


A consultora também ficará responsável pelo projeto básico do laboratório, contendo as definições de áreas  internas de ensaios  e instalações experimentais expostas ao tempo, sala de controle, tensões e potências máximas de ensaios, sistemas para emulação dos ambientes de teste para integração da geração distribuída à rede elétrica e simulação em tempo real.


Outra atribuição do instituto diz respeito ao detalhamento das áreas de testes, localização dos transformadores, alimentações elétricas, chaves, bombas, ar refrigerado, redes de comunicação, e definição de subáreas para que em uma futura etapa uma empreiteira possa realizar a obra.


“A especificação dos principais equipamentos a serem comprados, obedecendo aos critérios do Banco Mundial de separação em lotes para permitir maior competitividade nas licitações, também ficará a cargo da consultora”, finaliza Ross.


Após a conclusão do projeto, o Cepel iniciará o processo de negociação com construtoras de obras civis e elétricas. A previsão é que as fases de contratação, construção e comissionamento durem cerca de três anos.


Participam da atividade Consgrid, além de Ross, Oscar Antonio Rueda, Cesar Bandim, Igor Visconti, dentre outros pesquisadores do Cepel.


Projeto META


O Projeto META foi formalizado, em 2012, por meio de um Acordo de Empréstimo entre o Banco Mundial e o Governo Brasileiro, representado pelo MME, e abrange diversas atividades nos setores de energia e mineral.  Além do Cepel, também são coexecutores da iniciativa a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico do Brasil); o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); a Empresa de Pesquisa Energética (EPE); e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).