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Cepel lança Atlas do Potencial Eólico Brasileiro – Simulações 2013

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Cepel lança Atlas do Potencial Eólico Brasileiro – Simulações 2013

22-09-2017

  O Cepel lançou, dia 28 de agosto, a primeira parte da atualização do seu Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, que reúne uma série de informações relacionadas aos ventos em todo o território nacional. O lançamento fez parte da programação do workshop “Perspectivas de cooperação regional para o desenvolvimento da energia eólica na América Latina – potencial técnico-econômico de geração”, realizado dias 28 e 29 de agosto, na Unidade Fundão do Cepel.

Com o título de Atlas do Potencial Eólico Brasileiro – Simulações 2013, os dados, os mapas temáticos e as metodologias adotadas estão disponíveis exclusivamente em meio digital, e já podem ser consultados no endereço http://www.novoatlas.cepel.br/. O atlas reúne informações como direção e velocidade média dos ventos, rugosidade, regime diurno e rosa dos ventos de cada região do País.

 

O trabalho de atualização do atlas ficou a cargo de uma equipe de pesquisadores do Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar (DME). Para desenvolvê-lo, o Cepel fez uma parceria com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), que pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

O modelo de mesoescala escolhido para estimar a velocidade e a direção do vento em todo o País para diferentes alturas foi o Brams (Brazilian Developments on the Regional Atmospheric Modeling System), um dos modelos utilizados pelo CPTEC. O Brams é uma adequação do tradicional modelo Rams (Regional Atmospheric Modeling System) às condições climáticas brasileiras.

 

O pesquisador Ary Vaz Pinto Junior, chefe do DME, explicou o processo que culminou no lançamento do novo atlas. Segundo ele, a nova versão do atlas, resultado de um convênio com a Finep, acompanha a evolução tecnológica do setor eólico. “O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, lançado em 2001, foi elaborado considerando a velocidade do vento a 50 metros de altura, compatível com a tecnologia dos aerogeradores disponíveis na época. Com o passar dos anos, a tecnologia de aerogeradores foi evoluindo, as alturas das torres foram aumentando e daí surgiu a necessidade de se atualizar o atlas”, explicou. A nova edição traz informações sobre a velocidade dos ventos para as alturas de 30, 50, 80, 100, 120, 150 e 200 metros.

 

Mesmo após o lançamento, novas simulações com o modelo Brams, relativas aos anos de 2012, 2014 e 2015, serão realizadas, de forma a obter-se o ano típico, a partir do quadriênio 2012-2015. No momento, as simulações e ajustes relativos ao ano de 2013 já foram realizados e disponibilizados para o público. Por isso o subtítulo “Simulações 2013”.

 

“Diferentemente dos atlas eólicos estaduais elaborados entre 2001 e 2014, o novo Atlas do Potencial Eólico Brasileiro – Simulações 2013 permite consultas via web e download de todo o acervo de dados consolidados em formato georreferenciado (kmz e csv): velocidade média anual para diversas alturas; distribuição de Weibull – fator de escala e de forma; rosa dos ventos; regime diurno, entre outros”, explica o pesquisador Ricardo Dutra, gerente do projeto. 

 

O lançamento do novo atlas ocorreu durante o painel “Atlas eólicos – Experiências de países da América Latina” do workshop. O debate contou com as participações dos pesquisadores Ary Vaz Pinto Junior e Ricardo Dutra, do DME/Cepel; Waldenio Gambi de Almeida, do CPTEC/Inpe; e de Angelo Mustto, engenheiro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). No painel, foram abordados o processo de elaboração do atlas atual, a participação do CPTEC no projeto e as iniciativas de outros países da América Latina no desenvolvimento de seus atlas de potencial eólico.

 

 

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