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Cepel participa de evento de eficiência energética da Marinha do Brasil

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Cepel participa de evento de eficiência energética da Marinha do Brasil

04-07-2018

Os pesquisadores Ary Vaz Pinto Junior, chefe do Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar (DME) do Cepel, e Fernando Rodrigues da Silva Junior (DME), participaram do workshop Eficiência Energética e Energias Renováveis. O evento foi promovido, no final de maio, pelo Grêmio de Eficiência Energética do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga). O grêmio é fruto do Projeto de Gestão e Eficiência Energética - CON ENERGIA, lançado ano passado e que visa à redução de custos com energia elétrica e à inserção da Marinha do Brasil no atual cenário de energia.

 

As palestras do workshop foram distribuídas em três temas: Energias Renováveis Aplicadas à Mobilidade; Eficiência Energética – Novas Ideias e suas Aplicações; e Inovações. Fernando e Ary palestraram, respectivamente, sobre os dois últimos. No final de cada sessão, uma mesa redonda proporcionou o debate sobre os assuntos abordados e respondeu a dúvidas dos participantes – militares da Força e estudantes universitários.

 

Em sua palestra, Ary avaliou o impacto de fontes intermitentes renováveis na geração distribuída. Foi abordado tanto o impacto da geração solar fotovoltaica, quanto o da energia eólica. De acordo com o pesquisador, a geração eólica ainda é bastante inexpressiva para fins de geração distribuída (menos de 300 kW de potência instalada até o início de 2018). Já a geração distribuída fotovoltaica tem crescido de forma expressiva (cerca de 173,3 MW de potência instalada até o início de 2018).

 

Ary acrescenta que, quando for alta a penetração de fontes intermitentes na geração distribuída, haverá impactos na manutenção, no planejamento e no controle da qualidade da energia na rede elétrica, tais como alteração nos perfis de tensão, reversão do fluxo de potência etc.

 

“O cenário de elevada penetração da geração distribuída com fontes intermitentes sugere que a forma mais econômica de gestão da rede de distribuição vai requerer a implantação de redes inteligentes”, complementa o chefe do DME.

 

“Diagnóstico Energético, uma ferramenta para avaliar os benefícios econômicos potenciais de medidas de eficiência energética” foi o tema da palestra do pesquisador Fernando Rodrigues da Silva Junior. Na apresentação, Fernando abordou as principais diferenças entre o diagnóstico energético, mais abrangente, e a modernização de equipamentos, apontando que esta consiste na simples troca do equipamento por outro mais eficiente. Um diagnóstico energético envolve a análise do ponto de operação do equipamento e da adequação do seu dimensionamento e, eventualmente, a sugestão para que seja substituído.

 

Fernando apresentou os diferentes níveis de diagnóstico e sua duração. Uma visita técnica, por exemplo, identifica oportunidades, durando apenas algumas horas. Um pré-diagnóstico se estende por alguns dias, quantificando, de forma preliminar, os principais ganhos. Já um diagnóstico completo leva semanas ou meses, verificando detalhadamente as oportunidades, mensurando os ganhos de eficiência, seus custos e a seleção daqueles de maior viabilidade econômica, culminando com um projeto básico ou termo de referência para execução.

 

O pesquisador também enumerou todas as etapas de um roteiro de diagnóstico, destacando como superar as dificuldades em cada uma delas. Mencionou, ainda, como deve ser a elaboração do relatório técnico-econômico, enfatizando a parte referente ao sumário executivo, no qual as diversas alternativas de melhorias em economia de energia são propostas, bem como o quanto é necessário investir e o tempo de retorno do investimento (payback).

 

Fernando assinala que a receptividade dos participantes do workshop às apresentações do Cepel foi muito boa e que após o evento receberam convites para futuros trabalhos sobre os temas abordados.

 

A este respeito, Ary acrescenta que o contato com os responsáveis pelo evento, em particular com o contra-almirante Vanley Monteiro Soares e com o capitão-de-mar-e-guerra Jorge Francisco da Silva Junior, revelou a perspectiva de possíveis parcerias na área de eficiência energética e geração distribuída.