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Cepel promove décima edição do Curso Básico de Energia Eólica

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Cepel promove décima edição do Curso Básico de Energia Eólica

18-08-2017


Entre os dias 1 e 4 de agosto, o Cepel promoveu a décima edição do Curso Básico de Energia Eólica. Voltado para profissionais das Empresas Eletrobras, um dos principais objetivos foi apresentar os conceitos necessários para desenvolvimento de projetos de energia eólica e os desafios dessa tecnologia para o setor elétrico nacional.
 
Ministraram o curso os pesquisadores do Cepel: Vanessa Guedes, Ricardo Dutra e Sérgio Melo, do Departamento de Materiais, Eficiência Energética e Geração Complementar (DME); Fabricio Lucas Lirio, do Departamento de Redes Elétricas (DRE); Katia Garcia, Alexia Rodrigues e Fábio Batista, do Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente (DEA), além do engenheiro Angelo Mustto, da PUC-Rio.  

A ementa do curso reuniu temas como prospecção, tratamento de dados e procedimentos de medição, avaliação econômica, otimização e cálculo de produção energética de usinas eólicas, incluindo a apresentação dos principais softwares comerciais disponíveis no mercado e questões-chave do processo de licenciamento ambiental.
 
Vanessa Guedes, coordenadora do curso, reforça a necessidade de o setor elétrico nacional se preparar para trabalhar com essa fonte. “Num momento em que a energia eólica alcançou competitividade e confiabilidade, é de fundamental importância que o setor elétrico esteja se preparando para enfrentar os desafios decorrentes de seu crescimento e maior participação na matriz energética brasileira”, explicou a pesquisadora do DME.

O diferencial dessa edição foi a participação de pesquisadores de outros dois departamentos: Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente (DEA), cujos pesquisadores ministraram as aulas de Impacto Ambiental e parte da aula de Viabilidade Econômica, e Departamento de Redes Elétricas (DRE), cujo pesquisador ministrou a aula de Conexão à Rede e Qualidade de Energia.

Ricardo Dutra, um dos professores do curso, ressalta a importância do conhecimento sobre a energia eólica. “É importante que as pessoas saibam o que é a tecnologia, como ela funciona, quais são os princípios, porque é uma tecnologia que veio para ficar. Não há mais a possibilidade de não utilizarmos os ventos no Brasil”, reforça.

Energia Eólica no Centro

Na área de materiais, eficiência energética e geração complementar, a pesquisa da fonte eólica se desenvolve principalmente por meio de estudos para identificar regiões que apresentam melhores potenciais para implantação de usinas, contribuindo para o abastecimento elétrico do país. Dessa forma, são realizadas prospecção local, medição e avaliação de dados para a geração de energia elétrica, bem como dimensionamento das usinas e localização dos aerogeradores, entre outros aspectos.

 A equipe do DME também dá suporte técnico-científico para análise de projetos eólicos das Empresas Eletrobras. As atividades dessa linha de pesquisa contam com o suporte do Centro de Referência para a Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito (Cresesb), localizado na Unidade Fundão. Atividades de pesquisa nas áreas de aerodinâmica (simulação numérica de escoamentos para cálculo de produção energética) e conexão à rede também são realizadas com a participação de bolsistas de mestrado e doutorado.

Na área de otimização energética e meio ambiente, a equipe do Projeto IGS elabora e implementa no Sistema IGS indicadores para gestão da sustentabilidade de empreendimentos de geração eólica, com foco nas questões ambientais. Para isso, conta com o apoio e participação das empresas do Sistema Eletrobras que possuem esse tipo de empreendimento, como Eletrosul, Furnas e Chesf. Já a equipe do Projeto AAEXP vem trabalhando na definição de metodologia para avaliação da criticidade socioambiental da expansão dos empreendimentos eólicos no Brasil.
 
A equipe do DRE desenvolve ferramentas computacionais para estudos de planejamento e operação de sistemas elétricos contendo gerações eólicas. Particularmente, nos estudos de estabilidade eletromecânica, o programa Anatem permite a representação dos principais tipos de aerogeradores (gerador de indução conectado diretamente a rede, gerador de indução duplamente alimentado e gerador síncrono com conversor) de maneira detalhada, utilizando modelos predefinidos (“built-in) ou fontes controladas por CDU (Controladores Definidos pelo Usuário). Os modelos dos geradores eólicos do SIN no formato Anatem fazem parte do Banco de Dados Dinâmicos gerenciado pelo ONS. Estes modelos detalhados permitem a correta avaliação do comportamento dinâmico do SIN considerando o efeito dos aerogeradores. Os modelos de geradores eólicos também estão incluídos nos demais programas do DRE, que realizam outras etapas dos estudos elétricos, como regime permanente (Anarede), curto circuito (Anafas) e avaliação do comportamento harmônico (HarmZs).