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Com salas de apoio ao aleitamento materno, Cepel vira parceiro do Ministério da Saúde

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Com salas de apoio ao aleitamento materno, Cepel vira parceiro do Ministério da Saúde

09-08-2018

No dia 1º de agosto, o Cepel participou do Seminário Estadual da Semana Mundial de Aleitamento Materno, quando recebeu certificados pelas salas de apoio ao aleitamento inauguradas este ano nas unidades Fundão e Adrianópolis. Na ocasião, o Cepel tornou-se parceiro do Ministério da Saúde.

 

O evento foi realizado no Auditório do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro (NERJ), como parte das comemorações da Semana Mundial do Aleitamento Materno (01 a 07 de agosto). Realizada há 26 anos em nível global pela Aliança Mundial Pró Aleitamento Materno (Waba), este ano a comemoração teve como tema “Amamentação: a base da vida”. O objetivo foi reforçar a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até os dois anos de idade, como preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a semana é comemorada há 24 anos.


A abertura do evento contou com a presença do secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio D’Abreu Gama, representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado, da Sociedade Estadual de Pediatria, médicos e pediatras. Dentre os assuntos abordados, destacam-se a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL), o aleitamento materno como estratégia para segurança alimentar e nutricional, e o impacto da amamentação na redução da morbimortalidade infantil. Para se ter uma ideia, a morbinatalidade pode ser reduzida em 63% com o aleitamento. Somente na primeira hora de vida, a amamentação evita 80% de mortalidade neonatal.


O Cepel foi representado no seminário pela técnica Marcia Cristina Rosa Nascimento, membro do Comitê Interno de Gênero e Raça do Cepel. Ela destaca que o evento foi muito esclarecedor e serviu de alerta sobre a influência negativa das indústrias alimentícia e farmacêutica no que diz respeito à substituição do leite materno.


“Consegui perceber a importância da amamentação desde a primeira hora de vida do bebê. De o aleitamento materno ser exclusivo até os 6 meses e ter continuidade até o bebê completar mil dias. Trabalhos científicos comprovam que as crianças que são amamentadas pelo período adequado têm um desenvolvimento cognitivo e psicossocial muito mais completo. Para se ter uma ideia, a neurociência aponta que bebês amamentados alcançam QI 3,4 pontos mais altos do que os que não são”, pontua.


“Também me preocupou ver o quanto a indústria alimentícia está desconstruindo essa questão do aleitamento e o quanto o futuro das crianças pode ser comprometido por problemas oriundos do não aleitamento correto na infância. A vontade é difundir o que aprendi no seminário para todas as mulheres, independentes de serem mães ou não, para que dessa forma a gente consiga mostrar o quão fundamental é a amamentação”, completa Marcia, exemplificando o caso de uma maternidade de Resende (RJ), que reduziu de 30% para 3% o índice de mortalidade a partir de projetos voltados ao aleitamento e ao parto humanizado. Hoje, a maternidade é certificada como Hospital Amigo da Criança, Maternidade Amiga da Mulher e Sala de Apoio ao Aleitamento Materno.


Salas de apoio ao aleitamento do Cepel


A implantação das salas de apoio ao aleitamento no Cepel integrou o Plano de Ação do Centro em sua participação na 6ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Governo Federal. “O apoio ao aleitamento materno, por parte das empresas, é uma forma de assegurar o lugar que a mulher conquistou no mercado de trabalho nas últimas décadas”, assinala a coordenadora do Comitê Interno de Gênero e Raça do Cepel, Lidia Maria Rodrigues de França Silva.


Ela acrescenta que, para que as mulheres trabalhadoras consigam seguir a recomendação da OMS e do Ministério da Saúde de amamentar por dois anos ou mais, é fundamental que, após a licença-maternidade, tenham o apoio dos empregadores.


“Dessa forma, o Cepel, ao disponibilizar a sala de apoio à amamentação nas unidades Fundão e Adrianópolis, provê um ambiente acolhedor e adequado à coleta e ao armazenamento do leite materno, para que ele seja oferecido posteriormente com segurança e qualidade ao bebê”, completa.


A coordenadora reitera os ganhos da amamentação para o bebê. “Dentre os benefícios proporcionados podemos citar o contato físico, que constrói um vínculo importante entre a mãe e o bebê e transmite amor e proteção. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso, e fica menos tempo internado”.


Os benefícios se estendem à mãe. A amamentação reduz o peso da mãe mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. As chances de se adquirir diabetes ou desenvolver câncer de mama e de ovário também caem significativamente.


A colaboradora Jociele Muros, mãe do pequeno Brayan, de 9 meses, comenta sobre o período em que fez uso da sala de aleitamento na Unidade Fundão: “Eu sei que o leite materno é muito importante para o bebê. Então, quando voltei a trabalhar, fiquei bem apreensiva, e a Sala de Apoio ao Aleitamento me ajudou muito, fiquei bem mais tranquila. A assistente social Kátia Gonçalves da Silva foi super atenciosa e orientou-me em tudo. Gostei muito do espaço... é tudo tão acolhedor... Fico muito feliz em compartilhar a minha experiência”.


Salas certificadas


Atualmente, há mais de 200 salas certificadas pelo Ministério da Saúde em todo o país, em instituições públicas e privadas, com capacidade de beneficiar aproximadamente 140 mil mulheres. A certificação é obtida após o cumprimento dos requisitos de padrões acordados mundialmente.