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Engenheiros do Centro de Excelência em Energia do Acre realizam visita técnica ao Cepel

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Engenheiros do Centro de Excelência em Energia do Acre realizam visita técnica ao Cepel

16-02-2017

Entre 24 e 31 de janeiro, o Cepel recebeu um grupo de engenheiros do Centro de Excelência em Energia do Acre (CEEAC), localizado em Rio Branco. Os visitantes participaram de discussões técnicas e acompanharam a realização de ensaios laboratoriais.

 

Como destaca Maurício Lisboa, chefe do Departamento de Laboratórios do Fundão, a visita dos engenheiros às instalações do Cepel faz parte de um conjunto de ações tomadas para apoiar a iniciativa da Eletrobras de construir, com parceiros, um centro de excelência em energia elétrica no extremo oeste brasileiro. “A ela [esta visita] somam-se uma agenda de treinamentos já iniciados e a análise crítica das especificações de seus laboratórios”, acrescenta.

 

O responsável pelo projeto na Eletrobras, o engenheiro Antônio Vieira, explica o porquê de a Eletrobras ter escolhido o Acre para a criação do centro: “Se comparado a outras regiões do Brasil, o Norte possui o menor índice de doutores/pesquisadores e mesmo de engenheiros para construir, operar e manter as usinas e subestações para o fornecimento de energia. Em contrapartida, há um grande potencial de geração de energia nesta parte do país. O CEEAC tem como objetivo principal promover a capacitação de recursos humanos, contribuindo para o crescimento da região, e dando suporte à expansão do setor eletroenergético”.

 

Sobre o apoio do Cepel ao CEEAC, Vieira afirma: “O Cepel representa um fator determinante de sucesso na implantação do CEEAC, devido à sua capacidade técnica e científica e à disposição em repassar - por meio de capacitações, treinamentos e apoio consultivo - este conhecimento, que representa o estado da arte em Engenharia Elétrica”.

 

 

A visita

 

Com a finalidade de conhecer a complexidade e a rotina de um centro de pesquisas, os engenheiros do CEEAC Thiago Melo, Andrei Motta e Ícaro Amaral, acompanhados por Antônio Vieira, visitaram 25 dos 35 laboratórios do Cepel. Para Thiago Melo, “ver como os procedimentos que acontecem diariamente em laboratório influenciam nas atividades a serem realizadas é uma grande experiência. É uma honra fazer parte desse trabalho e ter sido escolhido pela equipe da Eletrobras”, afirma ele que foi um dos quatro – dos oito engenheiros formados no primeiro curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Acre (UFAC) – selecionados para iniciar o projeto do CEEAC.

 

A respeito da diversidade laboratorial do Cepel, o engenheiro Ícaro Amaral destaca: “Quando começamos a elaborar os termos de referência para os laboratórios do CEEAC, pensávamos que deveriam ser voltados apenas para a área de Engenharia Elétrica [...] Mas observamos que no Cepel há também laboratórios voltados às áreas de Engenharia Mecânica, Engenharia Química, dentre outras.”

 

 

O Laboratório de Ultra-Alta Tensão Externo foi o que mais impressionou Amaral: “Considero muito importante essa parte de potência, essa área de transmissão e geração, porque hoje em dia existe muita necessidade energética. Cada vez mais as pessoas estão ligadas a equipamentos eletrônicos. Tudo consome energia, qualquer coisa funciona a energia. Então, a lógica é que, com o tempo, simplesmente a necessidade energética cresça, e o sistema elétrico brasileiro tem que crescer junto com ela. Para isso é que são necessários os centros, esses laboratórios relacionados à potência, para expandir o sistema da melhor forma e o mais brevemente possível”, apontou.

 

Para o engenheiro Andrei Motta, a visita também foi gratificante. “É uma experiência muito enriquecedora, vindo da região que vim – um lugar carente de investidores, fabricantes e muito pobre no que diz respeito a laboratórios, centros de pesquisas e universidades. Nunca imaginei conhecer laboratórios desse porte.”

 

O engenheiro acrescenta: “A partir do momento que se tem um centro de pesquisas na região com laboratórios do nível do Cepel, é possível atrair investimentos [...]. Os ganhos não serão só para o Acre, mas para toda a Região Norte e países vizinhos, como a Bolívia e o Peru”.

 

Difusão de conhecimento

 

A fala do técnico do Laboratório de Supercondutividade Rodrigo Ramires resume o sentimento dos profissionais do Cepel ao receberem os engenheiros do CEEAC: “É a consolidação do compromisso de disseminar conhecimento, contribuindo para a formação de pessoal capacitado para atuar nas empresas do setor elétrico nacional”.

 

 

Sobre a parceria Eletrobras-UFAC, Ramires complementou: “Esperamos que a iniciativa seja capaz de fortalecer o desenvolvimento das pesquisas de novas tecnologias aplicáveis a todo o setor elétrico”.

 

O pesquisador José Antônio Cardoso, que apresentou aos visitantes o Laboratório de Ensaios Corona, acrescentou: “Foi uma grande satisfação receber os engenheiros do CEEAC. Eles mostraram bastante interesse em nossa área de teste, já que apresenta dimensões semelhantes às que eles têm no CEEAC. Foi uma ótima experiência interagir com pessoas novas e entusiasmadas com a área de Engenharia Elétrica, especialmente a de laboratórios. Importante ressaltar que o Cepel, com seus mais de 40 anos, ainda se mostra referência para outros laboratórios e devemos cumprir nosso papel de disseminar o conhecimento e contribuir para o crescimento do Sistema Eletrobras”.

 

O engenheiro Ícaro Amaral afirma que, nesta primeira etapa, a visita ao Cepel serviu para observar as necessidades futuras do CEEAC, aprimorar a escolha dos equipamentos e analisar quais tipos de laboratórios serão mais úteis para a Região Norte.

 

Para 2017, ainda estão previstos 10 cursos a serem ministrados pelo Cepel no estado do Acre, além da realização de alguns treinamentos nas duas unidades do Centro.

 

 

Sobre o CEEAC

 

Com três mil metros quadrados, o CEEAC foi erguido no campus da UFAC, em Rio Branco. A pedra fundamental da iniciativa foi lançada, em 2010, pelo então presidente da Eletrobras José Antônio Muniz, atual diretor de Transmissão da holding.

 

Além da UFAC, o CEEAC conta com outros parceiros. Três áreas principais vão nortear as pesquisas no centro: turbinas “bulbo” [consideradas a de melhor aproveitamento para o modelo de usina que vem sendo usado na região – a fio d’água], transmissão em corrente contínua e gestão ambiental.